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ARTE E CULTURA

VIDA E LUTA DE ESPERANÇA GARCIA

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      O Piauí tem história Que nos instiga e fascina. Falarei neste Cordel Sobre uma grande heroína, Mulher negra, escravizada, Da região nordestina. Foi da pia batismal, Como Esperança Garcia, Que se fez raio de luz Nas trevas da tirania, Pela destemida luta Em prol de cidadania. Fazenda dos Algodões, Lugar onde ela nasceu, Pertencer aos jesuítas Foi este o destino seu; Registro mais detalhado Com o tempo se perdeu. Era o século XVlll, Quando se deu esse evento; Cinquenta e um foi o ano Que marcou seu nascimento, Ficando o dia e o mês Ausentes neste momento. Também é desconhecida A sua filiação Pela precariedade De fonte de informação, Que possa ser confirmada —  Não há documentação. Foi mãe aos dezesseis anos, Decerto inexperiente, Tendo o segundo e terceiro  Filhos no mesmo ambiente, Depois deu à luz mais quatro Em paragem diferente. Junto aos padres jesuítas Com quem ela foi criada, A labuta era constante, Mas bastante humanizada, Por isso, teve a ...

O ESPALHAFATOSO CARRO DO DIABO

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Em 2020, publiquei, pela Rinaré Edições, O Espalhafatoso Carro do Diabo, a história de Mané do Bode e seu perrengue diante de um encontro pra lá de tenebroso. "Nessa tremenda carreira, até vento ele venceu..." Este trabalho busca transmitir um pouco da essência da cultura nordestina, valorizando a poesia, o riso e a reflexão, em harmonia com a nossa rica tradição! Estrofes iniciais: Peço aqui vossa atenção Para uma história contar, Seu enredo é cabuloso Que nos faz arrepiar, Do homem que prometeu Com o Demo viajar! Próximo de Campo Maior, No lugar Aracati, Nas margens da rodovia Que passa em Piripiri, Antes de Cocal de Telha, Estado do Piauí. O que ouvi daquele povo, Agora conto a vocês. Dizem ter corpos que saem Das tumbas e, quando em vez, Aparecem transitando Na BR 3,4,3. Na construção da BR, Dentro das valas cavadas, Várias botijas com ossos Humanos foram achadas. Daí a motivação Daquelas almas penadas. Bem perto, Mané do Bode, O marido de Maria, Morava e se dedicava À l...

SETE LENDAS INDÍGENAS EM CORDEL

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  Você já ouviu falar da Iara? É provável que sim, mas sabe qual a origem mítica da personagem?  E como surgiu o pequi, fruto típico do Cerrado brasileiro? Por que há dias e noites no mundo? Os povos originários, de diferentes nações, tentaram responder a essas perguntas. As lendas indígenas, narrativas tradicionais transmitidas de geração em geração, desempenham valioso papel na preservação da história, cultura e sabedoria desses povos. Esta obra, composta por Sete Lendas Indígenas em Cordel, representa parte de um importante legado cultural e espiritual das comunidades ameríndias.  Este é o meu mais recente livro, publicado pela editora Ciranda Cultural, resultado das minhas vivências e observações. Um verdadeiro reencontro com a minha ancestralidade.

O FANTASMA DO RIO SURUBIM

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                                                                Numa curiosidade Bastante emancipatória, Revisitei meus lembrados  Nos guardados da memória, Em cada passo, uma curva E em cada curva, uma história. Palmilhando esse caminho,  Pautado na sensatez, Segui nas bisbilhotanças Imbuídas de altivez.  Parte do que recolhi, Agora conto a vocês. Com o século dezoito  E seu desenvolvimento, Criar meio de transporte  E estrada de escoamento Das riquezas produzidas, Era o foco do momento. Sendo motivo de orgulho Do povo piauiense, O rio Surubim nascido Na boa terra Altoense, Compartilhando os encantos Com o Campomaiorense. Serpenteando a Caatinga, Para depois desaguar No Longá, que é outro rio E, assim, também se integrar Ao leito do Parnaíba Que desemboca no mar. Na travessia do rio Foi construída uma po...